quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pensando sobre qual tema escolher para o primeiro "Texto do dia" desse blog, oportunamente recebi por e-mail o texto abaixo de um grupo de amigos sobre... silêncio. 

Hoje em dia se fala muito, por não ter nada a dizer. 
Excesso de palavras soltas, as vezes cheias de egoísmo, vaidade, orgulho. Fala-se tanto da vida os outros, quando não se tem exata noção da própria vida. 
Fala-se muito de si. Fala-se muito do outro. E ouve-se tão pouco. 

Vivemos em tempo de extremos. Fala-se muito, tecla-se mais ainda. Em ágeis smartphones, num silêncio ensurdecedor para aquele que gostaria apenas de conversar, enquanto o outro alheio ao redor, tecla sem parar. 

Talvez o silêncio que carecemos não seja o do toque do celular. 
Mas o silêncio da alma. Aquietar a mente, pensar em si, refletir no outro, no mundo. No papel de cada um, e nos impacto que causamos na vida das pessoas. 

Ouvir é um privilégio! ... sábios os que ouvem, exercitam a humildade e aprendem conhecendo outras formas de enxergar... o mundo.  

Compartilhando, um bom texto. 

bjs moçada. 


O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea.

Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que não se deve, não se sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.
Na falta de um assunto edificante, ou indiferentes para com ele, as pessoas se utilizam de temas negativos, prejudiciais ou sórdidos, denegrindo a própria alma, insultando o próximo e consumindo energias valiosas.
Há uma preocupação excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão.
Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, e de a respeito de tudo estar a par.
Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, e entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.
Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.
Não o silêncio da indiferença, do descaso, da passividade, mas o silêncio do respeito, das conclusões não precipitadas, das análises mais completas sobre as coisas.
Sabemos tão pouco da vida alheia para opinar com acerto, para desenvolver uma crítica, para julgar.
Somos meros aprendizes de todas as áreas do conhecimento, para emitir opiniões sobre tudo.
Somente o silêncio nos ensinará a ouvir mais, a desenvolver a virtude da humildade, essa que nos faz compreender que, mesmo sendo sábios em muitas áreas, temos muito ainda a aprender.
Somente o silêncio poderá nos abrir a alma para as inspirações do Alto, para escutar os bons conselhos, as orientações salutares, que surgem nos momentos de meditação e oração.
Somente o silêncio no Espírito propiciará que contemplemos uma obra de arte, sentindo-a em todas as suas nuances.
Somente o silenciar das ingratidões que sofremos, conseguirá fazer com que entremos no sentimento do próximo, despertando em nossos corações a piedade, que em seguida irá se converter em ação no bem.
Somente o silêncio das palavras vazias poderá dar lugar ao canto magnífico da oração, às vozes que brotam de nosso coração.
Usa o silêncio necessário.
O silêncio faz bem àquele que o conserva.
Cristo calou muito mais do que falou.
Os seus silêncios sábios são o atestado mais expressivo do Seu amor pela Humanidade.
Pensemos nEle, quando chamados a falar insensatamente, e sigamos Seu exemplo.

Pensemos nisso!