quinta-feira, 25 de julho de 2013

Comer, comer... E o melhor para poder crescer...

Comer, comer... E o melhor para poder crescer... 




Pois então vamos mudar de assunto.
Chega de falar de política, economia, cambalachos, Papa Chiquinho, o bebe real George... Vamos falar sobre comida! - e será que da pra nao pensar?! Será que tudo nao esta interligado?!
E este blog foi criado com a intenção de "mastigar" as informações, para ficar mais fácil pra você digerir, compreender, e perceber o quanto sua vida pode estar ruim, por conta de políticas falhas, dos mandos e desmandos de "bambambans" ruins de conta, de gente egoísta e pretensiosa, que parece que não pensa.
Nunca antes na história desse país, tanta maracutaia brotou da superfície.

Falando em mastigar, em brotar... um dos elementos pertencente ao dia a dia do povo, considerado pelos economistas como produto de "elasticidade de renda negativa" - itens cujo consumo diminui à medida que a renda aumenta - o feijão agora é o "vilão" da história, logo após o tomate ( tema de outro texto deste blog ).

Faz tempo que o Brasil não é autossuficiente na produção do feijão. Nós importamos uns 5% do consumo interno de feijão, há décadas.
Dizem os entendidos do assunto, que o cultivo dessa leguminosa é bastante difícil.
A planta é frágil, sucumbe fácil às pragas e doenças, além das secas e geadas. E mesmo os 3 tipos de feijão - de acordo com a safra, o tempo, apresentam dificuldades para o plantio. Tem feijão das águas, tem feijão das secas, tem feijão do inverno.
Tem tipos de feijão que se deve esperar a semeadura da planta, a floração, o amadurecimento das vagens, pra só depois colher uma única vez. E tem os que vão crescendo, florescendo, caindo as vagens maduras... enquanto outras vão nascendo.

Pois é... você sabia que era tão complexo assim?! Nem eu!

Parece ser necessário um baita profissionalismo para administrar uma rentável lavoura de feijão no Brasil. - já sei onde buscar emprego, e quem sabe investir daqui a uns anos! :-)

Outro fator interessante é o social. Com a modernização das cidades, o êxodo rural, o aumento da renda per capita, muita gente deixou de comer feijão em casa.
Há quem diga que dá trabalho preparar o caldinho - puxa, o que uma panela de pressão não resolve?! - faz sujeira, não dá tempo. E aí, deixam pra comer quando vão a um restaurante, ou ... substituem o grãozinho por outra coisa.

Aqui no Brasil o consumo de feijão mostra-se decrescente. Comemos cerca de 15 quilos por ano, ante 20 quilos na década de 70.
E mesmo assim, a melhor produção de feijão está concentrada no Sudeste. Lá no Nordeste, onde a plantação de feijão fradinho, de corda ( o verde ), a produção é regional.
Já no sudeste ... a coisa é de alta tecnologia. Empresas gigantes, que mesmo com uma faixa de terra menor, produzem a maior quantidade que é consumida no país.
E olha como são as coisas... entre a soja, o milho e o feijão, os 2 primeiros estão tomando muito mais espaço nas lavouras. Não tem mais lugar pra plantar feijão. Só soja!

Ehhh... só que ninguém se lembra que, onde você planta soja, nunca mais poderá plantar qualquer outra coisa. Tem algum processo químico que envolve os nutrientes da terra, alguma coisa acontece, que "mata" as demais culturas.

E com a seca no Paraná. em Goiás, na Bahia... o grãozinho que já deixou de ser commodity, vai perdendo espaço pra se reproduzir.

E aí... quem diria... a China, começou a exportar feijão para o Brasil, fruto de uma safra colhida ano passado.

Paradoxo, né?
Num governo que se ufana de ter feito uma grande reforma agrária, distribuindo terras, milhões de hectares pelo país... não estimulou, nem elevou o nível de produção interna de alimentos básico, a ponto de nós, hoje, termos de pagar mais caro nos supermercados, por um feijão importado, duro - e de qualidade duvidável - até que a época das águas chegue lá no final do ano, para que tenhamos feijão... 100% nacional.

Põe mais água no feijão... que esse caldo é de baixa qualidaaaade! :-(






segunda-feira, 22 de julho de 2013

Divórcio já!

Divórcio já! 




Talvez seja pelas rasteiras que já levei da vida... mas,  uma das instituições sociais que eu não acredito, é no casamento.
Não naquele modelo tradicional - pai, mãe, filhos, sustentando uma aparente felicidade de comercial de margarina.
Casamento de fachada, de conveniência, de comodismo.
Pra quem valoriza aparências - em detrimento de essência - pode dar certo. A mim, não cola!

Eu acho - você não precisa concordar comigo - que o mundo mudou tanto, que na nova sociedade, as estruturas antigas e nem por isso genuínas e maduras, terão de se readaptar.

E ... será que no âmbito governo - povo, não é assim também?!

Após longos 20 anos da mais profunda letargia, o povo - por meio do fresco ar juvenil - acordou, se levantou, viu que conseguia caminhar sozinho, e foi para as ruas gritar por algo novo.

Mas... qual novo?! Mais saúde, segurança e educação. Menos corrupção e impunidade!

Fazendo uso da tecnologia, de mobile, em pouco tempo, multidões se reuniram pra manifestar, pra dizer que discordavam ( eu sempre adorei essa palavra. Discordo! Não é linda? D I S C O R D O. Algo como: eu penso, eu não preciso dizer amém pra tudo o que você diz ou faz. Você não é melhor do que eu, não cresça pra cima de mim, nem de ninguém... ) :-)

Mas... voltando ao tema do texto...

Querendo ou não, nós ainda estamos "casados" com esse governo. PT - partido dos trabalhadores. Ou será, dos trambiqueiros?!
E não é só essa sigla não. PT, PMDB ( e seus rega bofés pagos com dinheiro público! O último ao custo de 28 mil reais, enquanto o coro cantava nas ruas semana passada ); PSDB, PP, etc, etc, etc.

Assim como num casamento, quando as coisas estão bem, tem dinheiro no bolso, a economia cresce, a inflação está sob controle ... tá tudo certo.
É meu amor pra lá, meu benzinho pra cá. Eu te amo pra lá, eu te amo pra cá.
Com casa, carros, dinheiro no banco, emprego, estabilidade... até parece que fica fácil "ser feliz". Ou parecer que se é feliz.

Mas... quando a grana encurta... aíiiii... a casa cai, né?
E o que o padre disse lá atrás, no altar ... aquela estorinha de ser fiel na alegria e na tristeza, na riqueza e na miséria... xiiii... aí todo mundo esquece. ( e qual noivo se lembra disso, se estão mais preocupados com a festa, com a bebedeira que  vem na sequencia, com o álbum de fotos iguais a de todos os outros casais, que terão de mostrar para os demais depois?! )

E esquece porque?! Porque os tempos são outros, meu caro!
Estamos mais velozes! Hoje em dia não dá mais tempo pra insistir no que não atende a nossa necessidade. - leia Bauman, um grande sociólogo polonês e entenderá essa nova sociedade que se forma.
Vida líquida, de relações frágeis ( ser longevo está fora de moda ) e fluídas.

Com política não seria diferente. E nem pode ser!

Temos de convir que entre as promessas de namoro ( as campanhas eleitoreiras ) e o casamento em si ( a eleição desse governo ), foi tudo uma baita enganação, né?

E essa esposa Dilma  ( e todos os agregados a ela ) comporta-se como dondoca mimada, acostumada com a mordomia, os empregados, cartões de crédito sem limite... que gasta, gasta, gasta.
Mas uma hora, a crise chega!
E aí não adianta agradar com bolinho, docinho, pijama ou camisola novos, porque aí... tudo já perdeu o gosto.

Mas o povo ainda se ilude, né? Com promoção, oferta de tudo que pode ser vendido.
Basta ver um "SALE", que já saem correndo - inclusive em Miami, NYC, agravando mais ainda a nossa situação, vão deixar o dinheiro lá fora, pra economia de outros países. Mas acham isso bacana, bonito, dá status!
Ehhh... comprem uma cartilha de economia básica pra eles então!

Quando eu vejo mais uma propaganda das Casas Bahia na TV, fico pensando: essas TV's de plasma devem ser descartáveis, made in China, com tempo de vida útil de meses.
Porque são tantas ofertas, todo santo dia, que ... além do preço ter virado "preço cheio, default", .. haja casa pra tanta TV, não?! Sera que tem gente que põe TV no banheiro, na área de serviço?!

Mas o povo gosta! Gosta de comprar! Gosta de sentir que pode - resquício histórico da escravidão, da opressão talvez.
Não importar se é a prazo, no cartão... no carnê. A Dilma disse que tá tudo bem, então...

Como sempre aprendi na faculdade... there is no free lunch, my dear!
Desde presentinhos de namorados, até buque de flores depois daquele "jogo de futebol" a noite toda fora de casa... até IPI reduzido, renuncia fiscal, benefícios populares... nada disso é de graça.
Nem benéfico no longo prazo!

E nós... a outra parte desse casamento, não suportamos mais todos esses gastos, sem benefícios "dentro da nossa casa".

IPCA, expansão do PIB, a selic, o câmbio, o superávit, o IGP... tudo está desregulado.

Desculpe os mais otimistas, mas... eu duvido que nós vamos crescer este ano. Não dá mais tempo! O mundo todo está em crise. Pra quem vamos vender todo o nosso excedente de produção?! E a que preço?!

Eles até podem conter a inflação, com medidas populistas, aumentando ainda mais os juros.
Mas, isso contribui pra reduzir o crescimento.
E sem crescimento, não tem emprego. Sem emprego, não tem consumo. Sem consumo... o relacionamento acaba!

Na minha opinião, toda essa gastança desmedida do governo - e não foram somente os estádios da copa superfaturados não - contribuiu muito para a situação que nós vivemos hoje. E que ... pode piorar.

É inadmissível que governos só se preocupem em transparência de gastos com a máquina... depois que a imprensa atazana a vida deles.
Como me irrita assistir essa gente dar entrevistas só no Futuro do Presente - nós faremos, nós trataremos, nós comunicaremos.
Cretinos! Então porque é que não fizeram antes?! Estão fazendo o que?! As unhas de porcelana, lá em Mangaratiba, na casa do Sergio Cabral?!

Pra mim, o casamento desse governo conosco, acabou faz tempo, por incompatibilidade de objetivos.

Nós queremos crescer, queremos qualidade de vida justa e digna não só pra nós, mas para toda a população. Afinal, pagamos por isso com a "mesada" anual à esposa Dilma, de mais de 1,5 trilhão de reais em tributos.
Nós queremos um país melhor, mais humano para nossos filhos, para as futuras gerações.

Enquanto isso... nosso conjuge quer gastar, viver no conforto, o momento, pensando somente nele.

Aíiiii, seu padre... nem Cristo, nem o Papa Chiquinho salvam, né?

Outubro de 2014 - não estará longe demais pra esse divórcio?!
E se nos separarmos agora... quem seria o "substituto"?! E ... tem um?!

Como já dizia nosso grande Raul Seixas... "...a solução pro nosso povo eu vou dar... "


quinta-feira, 18 de julho de 2013

E o homem vem vindo aí...

E o homem vem vindo aí... 


"Eu só queria uma igreja pobre para os pobres". Papa Francisco

Andar pelas ruas aqui de São Paulo nos últimos dias tem sido ver um "colorido" diferente, uma mistura de sotaques, uma energia jovem espalhada pela cidade. Um presente! 

Após um mês tão tumultuado e lamentavelmente violento com as manifestações pelas ruas do país, hoje o que vimos pela cidade são grupos de jovens de vários países.
Eles caminham em bandos, com suas bandeirinhas, perdidos com seus mapas... prontos para conhecer os pontos turísticos locais, as igrejas, a história da cidade, na semana que antecede a visita do Papa Chiquinho ao Brasil, na Jornada Mundial da Juventude - evento que reúne centenas de milhares de jovens católicos do mundo todo. 
A primeira edição dessa jornada mundial, ocorreu em 1984, ainda no papado de João Paulo II, na Praça São Pedro, no Vaticano. E um dos símbolos dessa grande reunião de jovens peregrinos, é a cruz da Jornada. Uma grande cruz de madeira, que remete a cruz, ao peso dos nossos problemas, das nossas dores... suplantados pela fé em Deus, pela fé no Criador. 

E como é bacana de se ver! 
Sentir a força e energia dessa garotada, direcionada para o bem, para algo útil. 
Eles cantam, dançam, fazem seus flash mob's - aquelas danças coletivas, de coreografia ensaiada - vão e vem com sorrisos nos rostos e ... a alma limpa, o coração aberto para o novo, para uma outra forma de encarar religião. 
Talvez o prenúncio de uma nova era... um mundo sem tanto preconceito e com mais generosidade. 

É a primeira viagem internacional deste novo Papa - grande Chiquinho, o revolucionário! 

Bispo de Roma, chefe de Estado da Cidade do Vaticano, líder mundial da Igreja Católica, eleito no último conclave em março deste ano, desembarcará no Brasil, onde ficará por alguns dias, em eventos entre o Rio de Janeiro e São Paulo. 
Vai arrastar centenas, milhares... multidões, em busca de uma palavra, de um olhar... de uma benção. 

Simpático argentino ( nem tudo está perdido! rss ) que, até o momento, parece trazer ideias e atitudes dignas de um bom representante, de um líder. 
É humilde, e demonstra isso. Parece correto, justo. 
Não aceitou as regalias de praxe oferecidas aos pontífices. Seu quarto, na residência onde ficará hospedado no Rio, é o mais simples da casa, sem frescuras. 

Após ter lavado os pés de detentos numa cerimônia recente; de ter solicitado investigação sobre os gastos do banco do Vaticano - colocando muito padre de orelha em pé com a decisão; isto logo nos primeiros meses de seu papado, esse Papa já demonstra que "vai passar pelo período de experiência" com louvor. 

E porque as pessoas estão gostando tanto dele?! 
É carismático! Caridoso! Avesso a protocolos e formalidades ( eu já gostei dele por isso! ) 
O homem é inteligente... porque é ... humilde e... próximo!  
Gostamos de pessoas humildes, não é? E porque é que não somos tão humildes assim? 

No seu discurso de abertura do pontificado, Chiquinho já arrebentou a boca do balão: 

“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”

O que deve ter tido de gente engolindo seco, não?! 

Foram vasculhar a vida do sujeito - imprensa e sua insaciável sede por "podres" - e só encontraram boas ações. 
Sempre ativo na comunidade próxima à Paróquia onde atuava em Buenos Aires. Na periferia... com os mais pobres, os excluídos, é reconhecido como aquele que sempre ajudava.  

Acompanhar as atitudes desse Papa, além de nos remeter aos grandes nomes bíblicos seguidores dos ensinamentos de Cristo... me faz lembrar de um antigo conto:  

Um velho homem muito pobre, morava no alto de uma montanha. Sozinho. 
Um grupo de viajantes bem sucedidos, passeando pela montanha, encontraram a cabana do velho senhor, e entraram. 
Notaram que ele tinha apenas uma cama, uma cômoda e poucos utensílios. Ficaram assustados...  
- Mas como o senhor vive assim?! Onde estão seus móveis? 
E o pobre velho respondeu: 
- E onde estão os seus móveis?!
- Ora, nós não carregamos móveis conosco. Não precisamos. - respondeu um deles, já pensativo. 
- Eu também não preciso! - disse o velho homem pobre. 

O Papa Francisco talvez traga consigo, coisas muito mais valiosas do que móveis luxuosos, alimentos, coisas caras que certamente por sua condição atual, lhe são oferecidas diariamente.  
Esse homem com essa enorme missão de relembrar o planeta a importância do amor, da humildade e da generosidade - traz o exemplo do que prega. 

É coerente! Ele é O CARA! 

Seja bem vindo Chiquinho! 
Bem vindo à um país que anda meio raivoso nos últimos tempos. 
País de um povo acolhedor, alegre, do bem, mas que sente-se oprimido, magoado com os desmandos dos "poderosos do sinédrio". 
Um povo sedento de boa nova, de mudança. Sedento ... de amor! 

"...Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e somente os próprios direitos”
Papa Francisco, 2013


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Prozac coletivo!

Prozac coletivo!




E o tempo parece que virou!
Onde nos levará essa instabilidade político econômica?! A quanto vai chegar o dolar?!

Um mês após tantos protestos, as decisões questionáveis num vai e volta desse governo - plebiscito, reforma política, constituinte, ato médico, além dos escândalos que vieram à tona; os gastos do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com suas viagens pra levar prancha de surf, babás e afins de helicóptero público.... ou os parlamentares dando carona em aviões da FAB - ou seria FAP Força Aérea Parlamentar?! - para assistir aos jogos de futebol da copa, sem pagar por isso - tudo isso contribuiu para o que já prevíamos no início desse ano.

O caldo entornou!
Gastaram demais! Desnecessariamente, desornedamente! Na cara dura do povo que ... se cansou, porque doeu no seu bolso!

Contrariando o que o Mantega insiste em afirmar- deve ser difícil para um Ministro da Fazenda assumir que a coisa não vai bem em rede nacional - vemos nosso poder de compra cada dia mais corroído pela inflação.
E os ânimos... desanimando.

Nessa semana, o secretário geral da presidência Gilberto Carvalho, num ato de obediência - e puxa saquismo à Rainha, disse que em no máximo 6 meses, a economia brasileira melhora.
E assim, a popularidade desse governo voltaria a subir. Oportuno, não?
Faltou dizer a ele que nós não estamos preocupados com a popularidade da Presida. Ela está caindo?! ... Que despenque então!

Não nos preocupa a política e seus jogos de poder.
Nos causa espanto é a alta da inflação - que se dizia temporária, e até agora não foi embora.
A queda do crescimento econômico nos assusta!
Nós nos preocupamos com esse Pibinho - que era só o fruto da crise externa e da recessão dos países ricos - mas que não demonstra boas perspectivas até o final deste ano, mesmo que o governo altere a meta.

Pleno emprego ( onde?!), consumo interno robusto - só se for de carros financiados, que abarrotam as vias das cidades, e endividam as pessoas - mais algumas das promessas não cumpridas, que ajudam na deterioração da imagem e na credibilidade do governo, e do país lá fora.
Investimentos retraídos!
Consumidores com humor alterado ( precisamos de um prozac coletivo! )  tornando-se cada dia mais conservadores no orçamento doméstico. Estamos com medo do que virá nos próximos meses.

Quais serão as respostas desse governo a tantos apelos de melhoria da população, nós não sabemos.
Se eles vão conseguir se organizar, e equilibrar as contas públicas - gastar menos sem prejudicar os mais fracos - também não sabemos.

Mas... que em seis meses a economia voltará a crescer... não dá pra acreditar, né?
Conta outra, governo!

Enquanto isso... sugiro que você também busque outras formas de alimentar as esperanças de um futuro melhor.
Mas... não precisa mascarar seus sentimentos com Prozac's ou falsas alegrias.
Afinal... do jeito que a coisa anda... o postinho de remédio do SUS não vai aguentar por muito tempo tantos pedidos de ... anti depressivos.

Talvez mais digno e salubre seja continuar de olho, atento as notícias, com senso crítico apurado, questionador.
Se após toda tempestade, sempre vem a bonança... que aprendamos algo com essas dificuldades.

E que nos mantenhamos todos... ACORDADOS! Sem "antidepressivos" sociais!


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Vamos conversar... Presidenta?

Vamos conversar... Presidenta?! 




Na pracinha ao lado da Abadia de Westminster em Londres, há uma estátua de Nelson Mandela, curiosamente apontada para o Parlamento inglês.
Se você passar tranquilamente por lá, pare, observe e reflita: o que será que Mandela diria para a Rainha Elizabeth?!
E... o que será que Mandela diria numa conversa com a "nossa Rainha" Dilma?! E com o "nosso parlamento" Congresso Nacional?

Nesse momento histórico - e tenso - que o Brasil enfrenta, com seu povo insatisfeito nas ruas, cansado de ser esmagado por uma das maiores cargas tributárias do mundo, com um dos piores retornos do mundo - também acompanhamos assustados a quantidade de mudanças que o planeta enfrenta.

Todas as manifestações - que ainda ocorrem pontualmente pelo país - e as reivindicações que excederam ao aumento das tarifas de transporte público - e foram até o combate à corrupção, melhorias da saúde e educação, etc... surtiram até o momento... numa baita patacoada federal!
Nesse joguinho de toma-destoma de decisões, que além de irritar ainda mais a população, está gerando uma onda de enorme insegurança no mercado internacional.
Dólar mais alto - há quem diga que até o final de julho chegue em 2.5 - papéis mais baratos na bolsa, dificuldade de escoamento da produção nas estradas - muitas com manifestações de caminhoneiros, contra aumento de pedágios, etc - tudo isso tende a afugentar investimentos estrangeiros no país.
E aquela continha perversa de menos investimento, menos emprego, menos dinheiro ... vai se mantendo.

É fato que a sugestão de um plebiscito - numa aparente tentativa de esfriar o calor das ruas - é impraticável.
Seja pelo custo operacional que isso incorre, seja pelas perguntas que seriam feitas ao povo.
Qual o percentual da população brasileira que entenderia minimamente das questões desse plebiscito? Reforma política? Voto distrital? Financiamento público de campanha?

Mas... não foi isso o que nós pedimos nas ruas, caramba!
Será que eles não entenderam?!

... ahhh... entenderam! ô se entenderam!

Tá irritado?! Eu também!

Melhor pensar no resto do mundo então...

Turquia, com suas manifestações populares ( e bastante agressivas ) contra o governo - cujo estopim foi a construção de mais um shopping center na capital do país.
Espanha, com 1/4 da população desempregada, que também vai às ruas pedir por socorro do Estado.
Grécia, completamente falida, quebrada, que tenta a todo custo impor as regras de austeridade fiscal à população.
Itália e Portugal, também em crise econômica forte, leva mais e mais europeus às ruas, em repudio às medidas do governo para corte de gastos.
E ontem, o mais novo acontecimento internacional.
Numa previsível manobra, as forças armadas tomaram o poder no Egito, num chamado golpe.
E com o amplo apoio da população, que foi às ruas com bandeiras em punho, pedindo a saída do Presidente do país - o 1º democraticamente eleito, 2 anos atrás.
É corrupção, bandalheira, jogos políticos, descaso com os mais pobres... pra todo lado!

Terra - planeta água, que mais parece estar... em pólvora! ( hum, não gostei desse trocadilho! )

O que me preocupa é que as principais cabeças pensantes desse mundo - aqueles que fizeram história em suas áreas de atuação - estão "indo embora".
Recentemente, se foram ... Rui Mesquita - diretor do jornal O Estado de São Paulo. Oscar Niemeyer - ilustre arquiteto e o último comunista assumido brasileiro. Roberto Civita - Presidente da Editora Abril.
E ... Mandela... um dos principais líderes contra o racismo no mundo.

Ok, o homem ainda não morreu - talvez porque a contenda familiar por seus bens e local de sepultamento não lhe dão paz pra partir - mas já deixa em cada criatura desse planeta o saudosismo por algo que ... receamos não existir mais.

Ideal! Humildade! Coragem! ... Sabedoria!

Nelson Mandela, advogado, ex líder rebelde contra o sistema de segregação racial na África do Sul  Apartheid - mais uma estupidez humana - foi julgado por traição, ficou preso por 27 anos - mesmo sendo oferecida revisão de pena e liberdade condicional, que ele negou - e se tornou presidente da nação que o condenou, e o maior símbolo de luta pacífica contra o racismo em seu país, e no mundo.

O legado que Mandela deixa é imenso!
Há dezenas de livros publicados à seu respeito, todos recheados de pensamentos simples e diretos, sobre fraternidade, igualdade e respeito. Sobre o que ele acredita!

Num desses livros - O Legado de Mandela, de Richard Stengel, há fragmentos interessantes, que merecem reflexão:

"... ter um princípio fundamental. Ter muito clara a causa pela qual se luta e a missão que se assumiu. Manter o foco, não se dispersar. Saber que, para chegar lá, às vezes, é preciso fazer ajustamentos no caminho. Usar os instrumentos legítimos para atingir o objetivo ... "

"... perceber o bem que existe nos outros. Capacidade de empatia e de inspiração para que cada um dê o melhor de si próprio. Reconhecer isso..." 

"... nada é preto no branco. A realidade é complexa. Um líder não pode ser simplista...." 

E o meu predileto... "Uma boa cabeça e um bom coração formam uma combinação formidável".

Trazendo para nosso contexto atual...
Por que o povo brasileiro está lutando!?
Nós nos mantivemos no foco, ou dispersamos as manifestações?
Nossos governantes percebem o bem que existe no povo? - sem a demagogia eleitoreira habitual. Eles não nos enganam mais com suas "mentirinhas". O povo acordoooou!
Será que toda a classe política brasileira - extensiva aos grandes empresários, profissionais renomados - sabe o que é empatia? Se colocam no lugar do outro?

No final das contas, a velha e boa sabedoria do poder de relativizar. Não tomar decisões no calor da emoção, apenas pra "mostrar serviço".
Ser pontual, correto, íntegro e ... humano.

Definitivamente... Mandela teria muita coisa pra falar para a nossa "rainha", e aos nossos governantes.

Resta saber se ... eles estariam preparados pra ouvir.