quinta-feira, 25 de julho de 2013

Comer, comer... E o melhor para poder crescer...

Comer, comer... E o melhor para poder crescer... 




Pois então vamos mudar de assunto.
Chega de falar de política, economia, cambalachos, Papa Chiquinho, o bebe real George... Vamos falar sobre comida! - e será que da pra nao pensar?! Será que tudo nao esta interligado?!
E este blog foi criado com a intenção de "mastigar" as informações, para ficar mais fácil pra você digerir, compreender, e perceber o quanto sua vida pode estar ruim, por conta de políticas falhas, dos mandos e desmandos de "bambambans" ruins de conta, de gente egoísta e pretensiosa, que parece que não pensa.
Nunca antes na história desse país, tanta maracutaia brotou da superfície.

Falando em mastigar, em brotar... um dos elementos pertencente ao dia a dia do povo, considerado pelos economistas como produto de "elasticidade de renda negativa" - itens cujo consumo diminui à medida que a renda aumenta - o feijão agora é o "vilão" da história, logo após o tomate ( tema de outro texto deste blog ).

Faz tempo que o Brasil não é autossuficiente na produção do feijão. Nós importamos uns 5% do consumo interno de feijão, há décadas.
Dizem os entendidos do assunto, que o cultivo dessa leguminosa é bastante difícil.
A planta é frágil, sucumbe fácil às pragas e doenças, além das secas e geadas. E mesmo os 3 tipos de feijão - de acordo com a safra, o tempo, apresentam dificuldades para o plantio. Tem feijão das águas, tem feijão das secas, tem feijão do inverno.
Tem tipos de feijão que se deve esperar a semeadura da planta, a floração, o amadurecimento das vagens, pra só depois colher uma única vez. E tem os que vão crescendo, florescendo, caindo as vagens maduras... enquanto outras vão nascendo.

Pois é... você sabia que era tão complexo assim?! Nem eu!

Parece ser necessário um baita profissionalismo para administrar uma rentável lavoura de feijão no Brasil. - já sei onde buscar emprego, e quem sabe investir daqui a uns anos! :-)

Outro fator interessante é o social. Com a modernização das cidades, o êxodo rural, o aumento da renda per capita, muita gente deixou de comer feijão em casa.
Há quem diga que dá trabalho preparar o caldinho - puxa, o que uma panela de pressão não resolve?! - faz sujeira, não dá tempo. E aí, deixam pra comer quando vão a um restaurante, ou ... substituem o grãozinho por outra coisa.

Aqui no Brasil o consumo de feijão mostra-se decrescente. Comemos cerca de 15 quilos por ano, ante 20 quilos na década de 70.
E mesmo assim, a melhor produção de feijão está concentrada no Sudeste. Lá no Nordeste, onde a plantação de feijão fradinho, de corda ( o verde ), a produção é regional.
Já no sudeste ... a coisa é de alta tecnologia. Empresas gigantes, que mesmo com uma faixa de terra menor, produzem a maior quantidade que é consumida no país.
E olha como são as coisas... entre a soja, o milho e o feijão, os 2 primeiros estão tomando muito mais espaço nas lavouras. Não tem mais lugar pra plantar feijão. Só soja!

Ehhh... só que ninguém se lembra que, onde você planta soja, nunca mais poderá plantar qualquer outra coisa. Tem algum processo químico que envolve os nutrientes da terra, alguma coisa acontece, que "mata" as demais culturas.

E com a seca no Paraná. em Goiás, na Bahia... o grãozinho que já deixou de ser commodity, vai perdendo espaço pra se reproduzir.

E aí... quem diria... a China, começou a exportar feijão para o Brasil, fruto de uma safra colhida ano passado.

Paradoxo, né?
Num governo que se ufana de ter feito uma grande reforma agrária, distribuindo terras, milhões de hectares pelo país... não estimulou, nem elevou o nível de produção interna de alimentos básico, a ponto de nós, hoje, termos de pagar mais caro nos supermercados, por um feijão importado, duro - e de qualidade duvidável - até que a época das águas chegue lá no final do ano, para que tenhamos feijão... 100% nacional.

Põe mais água no feijão... que esse caldo é de baixa qualidaaaade! :-(







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