terça-feira, 18 de junho de 2013

O dragão acordou o gigante?!

O dragão acordou o gigante?! 



17 de junho de 2013. Um dia histórico para o Brasil. 

Um mar de gente pelas principais capitais, culminando no maior simbolo do poder - O Congresso Nacional.
Suas rampas, a entrada da chapelaria... tudo foi tomado por milhares de pessoas, manifestantes, estudantes,em plena Segunda Feira - infelizmente o dia onde a Congresso não tem expediente - talvez o  único erro estratégico desse movimento de tomada do país.

Ainda no tema "3,20 - o numero de sorte do governo", surpreendentemente, nesse dia tão importante, centenas de milhares de pessoas, jovens, se uniram e foram para as ruas - desta vez de forma pacífica, para mostrar ao poder público que não está tudo bem como apregoam.

Os 20 centavos de aumento do transporte público em São Paulo ( tema de um outro texto desse blog ), parece que foi o estopim dessa grande bomba chamada... "consciência política, intolerância à corrupção, necessidade de mudança".

E foi lindo!

Congresso Nacional tomado! 
65 mil pessoas tomaram as ruas de São Paulo pacificamente, sem preferência partidária, e caminharam por 6 horas, até os portões do Palácio de Governo. A cidade e seus milhões de carros... literalmente, parou na volta pra casa.
Outras tantas manifestações ocorreram em Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Goiânia, João Pessoa, Rio de Janeiro - onde invadiram a Assembléia Legislativa da cidade, e lamentavelmente, houve depredação de patrimônio privado.

Gritos e cantos de protesto, o Hino Nacional cantado em alto brado.

Nossas "crianças" de 1992 ( quem aí também foi um cara pintada, pra tirar o Collor do poder? ) despertaram, já se sentem seguras pra caminhar sozinhas pelas ruas, pra mostrar que sabem o que querem, e o que não querem.

Mas... como é que isso tudo começou?!
Será que foi ele, o dragão da inflação - tema de um texto anterior deste blog - que despertou esse gigante chamado Brasil?
Ehhh.... mexe no bolso do povo pra você ver o que te acontece!

O sétimo PIB mundial, com 200 milhões de pessoas e mais de 1 trilhão de reais arrecadados em impostos anualmente... não vai bem!

Nossa economia há 3 anos não cresce ( o 1% que o governo publica parece piada! ). Sem crescimento, não há investimento. Sem investimento não há empregos. Sem empregos, não há dinheiro, e a economia não cresce. A roda perversa da economia.
E desde o início deste ano, recebemos uma visita inusitada, que muito de nós se recorda com pavor, pela década de 90.
A inflação, e a consequente perda de poder de compra da população.

Alguns elementos dessa equação eram previsíveis.
Os gastos públicos aumentaram consideravelmente.
Salários altíssimos para Senado, Câmara, Governos Estaduais e Municipais. Aposentadorias milionárias, comprometendo ainda mais a previdência social já falida, juízes ganhando fortunas... afora os benefícios públicos.

Uma desproporcionalidade absurda em relação a grande massa da população (a demagogia dos 70 reais da exclusão da miséria ) e a classe média ( a mesma que vaiou a Presida no primeiro jogo da Copa das Confederações contra o Japão, no Mané Garrincha em Brasília, no ultimo sábado ).

Dinheiro demais para a folha de pagamentos pública, e dinheiro de menos para investimentos em infraestrutura, que atrairia investidores estrangeiros - agora temerosos com a situação que se forma no Brasil.  

Somos o país que mais produz alimento no mundo ( nesta terra em se plantando tudo dá, opá! ) e no entanto, não conseguimos exportar nossa produção com eficiência porque não temos portos, aeroportos, rodovias e ferrovias ( um sonho? ) pra escoar a produção com agilidade.
Produzimos milhões de toneladas de grãos e não temos onde guardar isso tudo.
Somente esse ano, parece que o governo federal percebeu a necessidade de silos ( aqueles tanques gigantes que armazenam alimentos durante anos, e que os americanos já tem há décadas ) e começou a construí-los.

Aí... essa conta não fecha, né?

Alterar a política monetária, aumentar a taxa da Selic... são mecanismos básicos de economia, mas nem por isso eficazes nesse momento do país.

Eu não sou uma economista - apesar de ser apaixonada pelo tema - mas é claro que, do jeito que está, a única forma de minimizar os problemas gerados por essa gestão publica tão "generosa" consigo mesma, e tão "sovina" com os outros, com quem os serve, a população, é... fechar a torneira.

Chega, né?
Basta de salários astronômicos para políticos que trabalham 3 dias por semana, que tem férias duas vezes por ano. 13º, 14º, 15º salários. Auxílio paletó ( que comprem suas roupas na camisaria colombo, poh! ), auxílio moradia ( pra que se existe centenas de apartamentos funcionais em Brasília pagos pra isso? ), motoristas, garçons... até auxiliar de check in.

Ora... que tipo de políticos são esses que não "arrumam a própria cama"?! Não "cresceram"?!

Terminando esse texto, vejo pela TV que uma reunião ocorre na Prefeitura da cidade, para justamente entender e encontrar solução para a questão do transporte.
Não me surpreenderia, se começassem a surgir acusações da própria prefeitura sobre funcionários públicos envolvidos nisso.
rss... o que deve ter de gente com o "rabo preso"...

E nós... estamos de olho!

Seja pelo dragão da inflação, seja o despertar da maturidade de nossas "crianças" de 92, o importante é que... como disse uma ativista toda pintada ao ser entrevistada ontem ...

"... isso é só o começo".

:-)

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