Divórcio já!
Talvez seja pelas rasteiras que já levei da vida... mas, uma das instituições sociais que eu não acredito, é no casamento.
Não naquele modelo tradicional - pai, mãe, filhos, sustentando uma aparente felicidade de comercial de margarina.
Casamento de fachada, de conveniência, de comodismo.
Pra quem valoriza aparências - em detrimento de essência - pode dar certo. A mim, não cola!
Eu acho - você não precisa concordar comigo - que o mundo mudou tanto, que na nova sociedade, as estruturas antigas e nem por isso genuínas e maduras, terão de se readaptar.
E ... será que no âmbito governo - povo, não é assim também?!
Após longos 20 anos da mais profunda letargia, o povo - por meio do fresco ar juvenil - acordou, se levantou, viu que conseguia caminhar sozinho, e foi para as ruas gritar por algo novo.
Mas... qual novo?! Mais saúde, segurança e educação. Menos corrupção e impunidade!
Fazendo uso da tecnologia, de mobile, em pouco tempo, multidões se reuniram pra manifestar, pra dizer que discordavam ( eu sempre adorei essa palavra. Discordo! Não é linda? D I S C O R D O. Algo como: eu penso, eu não preciso dizer amém pra tudo o que você diz ou faz. Você não é melhor do que eu, não cresça pra cima de mim, nem de ninguém... ) :-)
Mas... voltando ao tema do texto...
Querendo ou não, nós ainda estamos "casados" com esse governo. PT - partido dos trabalhadores. Ou será, dos trambiqueiros?!
E não é só essa sigla não. PT, PMDB ( e seus rega bofés pagos com dinheiro público! O último ao custo de 28 mil reais, enquanto o coro cantava nas ruas semana passada ); PSDB, PP, etc, etc, etc.
Assim como num casamento, quando as coisas estão bem, tem dinheiro no bolso, a economia cresce, a inflação está sob controle ... tá tudo certo.
É meu amor pra lá, meu benzinho pra cá. Eu te amo pra lá, eu te amo pra cá.
Com casa, carros, dinheiro no banco, emprego, estabilidade... até parece que fica fácil "ser feliz". Ou parecer que se é feliz.
Mas... quando a grana encurta... aíiiii... a casa cai, né?
E o que o padre disse lá atrás, no altar ... aquela estorinha de ser fiel na alegria e na tristeza, na riqueza e na miséria... xiiii... aí todo mundo esquece. ( e qual noivo se lembra disso, se estão mais preocupados com a festa, com a bebedeira que vem na sequencia, com o álbum de fotos iguais a de todos os outros casais, que terão de mostrar para os demais depois?! )
E esquece porque?! Porque os tempos são outros, meu caro!
Estamos mais velozes! Hoje em dia não dá mais tempo pra insistir no que não atende a nossa necessidade. - leia Bauman, um grande sociólogo polonês e entenderá essa nova sociedade que se forma.
Vida líquida, de relações frágeis ( ser longevo está fora de moda ) e fluídas.
Com política não seria diferente. E nem pode ser!
Temos de convir que entre as promessas de namoro ( as campanhas eleitoreiras ) e o casamento em si ( a eleição desse governo ), foi tudo uma baita enganação, né?
E essa esposa Dilma ( e todos os agregados a ela ) comporta-se como dondoca mimada, acostumada com a mordomia, os empregados, cartões de crédito sem limite... que gasta, gasta, gasta.
Mas uma hora, a crise chega!
E aí não adianta agradar com bolinho, docinho, pijama ou camisola novos, porque aí... tudo já perdeu o gosto.
Mas o povo ainda se ilude, né? Com promoção, oferta de tudo que pode ser vendido.
Basta ver um "SALE", que já saem correndo - inclusive em Miami, NYC, agravando mais ainda a nossa situação, vão deixar o dinheiro lá fora, pra economia de outros países. Mas acham isso bacana, bonito, dá status!
Ehhh... comprem uma cartilha de economia básica pra eles então!
Quando eu vejo mais uma propaganda das Casas Bahia na TV, fico pensando: essas TV's de plasma devem ser descartáveis, made in China, com tempo de vida útil de meses.
Porque são tantas ofertas, todo santo dia, que ... além do preço ter virado "preço cheio, default", .. haja casa pra tanta TV, não?! Sera que tem gente que põe TV no banheiro, na área de serviço?!
Mas o povo gosta! Gosta de comprar! Gosta de sentir que pode - resquício histórico da escravidão, da opressão talvez.
Não importar se é a prazo, no cartão... no carnê. A Dilma disse que tá tudo bem, então...
Como sempre aprendi na faculdade... there is no free lunch, my dear!
Desde presentinhos de namorados, até buque de flores depois daquele "jogo de futebol" a noite toda fora de casa... até IPI reduzido, renuncia fiscal, benefícios populares... nada disso é de graça.
Nem benéfico no longo prazo!
E nós... a outra parte desse casamento, não suportamos mais todos esses gastos, sem benefícios "dentro da nossa casa".
IPCA, expansão do PIB, a selic, o câmbio, o superávit, o IGP... tudo está desregulado.
Desculpe os mais otimistas, mas... eu duvido que nós vamos crescer este ano. Não dá mais tempo! O mundo todo está em crise. Pra quem vamos vender todo o nosso excedente de produção?! E a que preço?!
Eles até podem conter a inflação, com medidas populistas, aumentando ainda mais os juros.
Mas, isso contribui pra reduzir o crescimento.
E sem crescimento, não tem emprego. Sem emprego, não tem consumo. Sem consumo... o relacionamento acaba!
Na minha opinião, toda essa gastança desmedida do governo - e não foram somente os estádios da copa superfaturados não - contribuiu muito para a situação que nós vivemos hoje. E que ... pode piorar.
É inadmissível que governos só se preocupem em transparência de gastos com a máquina... depois que a imprensa atazana a vida deles.
Como me irrita assistir essa gente dar entrevistas só no Futuro do Presente - nós faremos, nós trataremos, nós comunicaremos.
Cretinos! Então porque é que não fizeram antes?! Estão fazendo o que?! As unhas de porcelana, lá em Mangaratiba, na casa do Sergio Cabral?!
Pra mim, o casamento desse governo conosco, acabou faz tempo, por incompatibilidade de objetivos.
Nós queremos crescer, queremos qualidade de vida justa e digna não só pra nós, mas para toda a população. Afinal, pagamos por isso com a "mesada" anual à esposa Dilma, de mais de 1,5 trilhão de reais em tributos.
Nós queremos um país melhor, mais humano para nossos filhos, para as futuras gerações.
Enquanto isso... nosso conjuge quer gastar, viver no conforto, o momento, pensando somente nele.
Aíiiii, seu padre... nem Cristo, nem o Papa Chiquinho salvam, né?
Outubro de 2014 - não estará longe demais pra esse divórcio?!
E se nos separarmos agora... quem seria o "substituto"?! E ... tem um?!
Como já dizia nosso grande Raul Seixas... "...a solução pro nosso povo eu vou dar... "

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