Argo, vocês vão ter que me engolir!
O nome do filme vencedor foi dito pela Primeira Dama americana, Michele Obama, direto da Casa Branca.
E enquanto a imprensa mundial começa as teorias da conspiração sobre essa atitude dela, prefiro pensar no desabafo de Ben Affleck.
Desenvolver esse intenso trabalho - com um tema espinhoso - assumindo os papéis de diretor e ator principal, foi um baita desafio!
Ele contou em uma de suas entrevistas, sobre as várias dificuldades políticas ( e politiqueiras de Hollywood) que enfrentou durante as filmagens. Além dos estudos que teve que fazer, muito iranianos se recusaram a filmar com ele como figurantes, por medo de alguma retaliação em seu país.
Ben teve que se virar, e foi parar na Turquia, buscando gente pra fazer as cenas das manifestações - tão bem feitas - do filme.
Após 15 anos - desde o premio por Gênio Indomável - ele tinha o enorme desafio de enfrentar os gigantes favoritos da noite, com roteiros comerciais mais "rentáveis", que aparentemente, ganhariam o premio.
Mas aparências enganam, né?!
A história era muito boa! Era de verdade! ... E ele ( raçudo, aguerrido! ) não se intimidou.
Locações, maquiagem, cenografia, interpretações, fotografia... tudo perfeito!
E pensar que não acreditaram nele...
Tony Mendez, o agente da CIA na pele de Ben - que teve a missão de resgatar aqueles 6 diplomatas americanos escondidos na embaixada do Canadá, no Irã em 1979, também teve sua capacidade questionada na época.
Duvidaram da sua ideia - montar um filme de Hollywood sobre ficção científica para despistar, entrar num país em conflitos e resgatar as 6 pessoas foragidas podia ser a ideia mais estapafúrdia, e ao mesmo tempo, a menos perigosa pra salvar aquelas vidas.
Tony contou com a ajuda de 2 amigos, pouco convencionais, (olha a amizade aí - ninguém faz nada sozinho! ) que se mantiveram ao seu lado até o final da operação, quando o avião finalmente decola e sai do espaço aéreo do Irã.
E essa, na minha opinião, é uma das melhores cenas do filme. Um dos diplomatas - o que mais criticava e desacreditava na operação de Tony - ao se ver livre... levanta da poltrona no avião e num ato de humildade... o agradece.
Um trabalho de poucos estímulos e muitas críticas, talvez algumas traições no meio do caminho ( esse mundinho de celebridade também deve ser podre! ) ... e eu vejo mais semelhanças entre Ben e Tony ( e porque não entre nós também ) do que diferenças.
Ben e Tony venceram! Ambos não se intimidaram, não desistiram!
Eu acho que na noite desse Oscar, Ben Affleck não levantou aquela estatueta sozinho.
Todos aqueles que acreditam na força do trabalho duro, que tem mais coragem do que medo, e que se erguem após uma queda, o descaso, a esnobação e suas variações ... ergueram a estatueta com ele. Eu ergui!
Parabéns ao Ben Affleck! Parabéns ao Tony Mendez!
... e que agora venham as teorias sobre o que Michele fez ou deixou de fazer. Só não sei se isso rende um bom filme.
bjs,
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