sábado, 16 de março de 2013

Curtir ... agora com selo de qualidade!

Curtir... agora com selo de qualidade! 




Nessa semana foi divulgado o Ranking de um site de empregos americano, dos 50 CEO's mais confiáveis. E um garoto de menos de 30 anos, assumiu o posto de número 1.

Mark Zuckerberg, apesar da pouca idade, já é conhecido em todo o mundo como um dos fundadores do maior site de relacionamento do planeta - o Facebook - que contempla números bastante robustos: 1 bilhão de usuários, quase 3 bilhões de curtir por dia, 300 milhões de fotos, num valor de mercado de 10 bilhões de dólares ( contando aí o recente IPO ).

É zero pra perder de vista, heim?

Com tanta gente colocando tanta informação dentro dessa rede, alimentamos diariamente um novo banco de dados mundial. E a especulação do momento é ... quem é o "dono" de tanta informação?!

Há quem diga que este seja um formato com dias contados. Porque seria um modelo chato, inconveniente ( virou vício de voyerismo, tem até terapia pra adictos ), restritivo aos "amigos" que pensam, agem, escolhem como você - e restringe justamente aí a capacidade de ampliar conhecimento, na eterna busca do ser humano - além de ser pouco rentável do ponto de vista de mídia, canal de veiculação de marcas, etc, etc, etc.
Como toda plataforma de internet... ou se reinventa ou morre, por seus ávidos e cada dia mais espertos ( ou prostituídos? ) exigentes usuários.

Mas a notícia da semana, tem muito mais a ver com a postura, a maneira de conduzir um negócio do que com números e especulações de mercado.

Com a simples pergunta: "Você aprova ou desaprova a maneira como seu CEO está conduzindo a empresa", Mark recebeu 99% de aprovação, passando na frente de já conhecidos no ranking, como Tim Cook, da Apple, ou Larry Page, do Google.

Esse foi o critério utilizado pelo site pra conduzir a pesquisa e chegar no resultado. Uma pergunta fechada, mas que pra respondê-la seguramente, foram considerados uma série de fatores, bastante humanos por sinal.

Confiança: Substantivo. Esperança firme em alguém ou alguma coisa. Sentimento de segurança, certeza e tranquilidade na probidade de alguém.

Confiar em uma ideia, em uma pessoa, num grupo, na forma de condução. Crer que aquela pessoa ou local, será capaz de fazer por você, o que você faria por ela. ( olha a reciprocidade aí... faça aos outros apenas o que gostaria que os outros fizessem a você )
Tudo isso, e mais um pouco, são lados de um mesmo sentimento, inerente a todos nós.

Por sorte, acho que eu tive bons exemplos de confiança na minha vida profissional e pessoal.
Comecei a trabalhar cedo, aos 17 anos, como forma de ajudar a pagar meus estudos. E por 6 anos trabalhei numa multinacional americana, que tinha no Brasil um Ceo argentino ( pois é, nem tudo é perfeito. rs ).
Um sujeito educado, um tanto quanto sisudo, mas bastante presente.
Essa empresa - como muitas do mercado - passou por um processo de enxugamento, pra posterior venda ( num dos casos mais sigilosos do mundo ), e ele, numa marcante tarde, na frente de mais de 300 pessoas que esperavam uma explicação, apenas nos disse: "Eu sei tanto quanto cada um de vocês".
O cara podia ter dito qualquer coisa, ter estufado o peito, ter virado as costas e pego o 1º avião pra matriz.
Mas... ele escolheu ficar naquele momento, e nos mostrar que não era tão distante como parecia.

Quando me contrataram para essa empresa, o gerente da área me disse: "aqui, nós não contratamos somente pessoas que conhecem excel, power point, inglês... tudo isso é fácil, a gente ensina e as pessoas aprendem. Mas aqui... nós contratamos gente de caráter".
Caramba... como isso me marcou!

Anos depois, ao visitar a matriz de uma rede de supermercados em São Paulo, já numa outra empresa, de alimentos, conheci um homem de uns 70 anos. E enquanto caminhávamos pelo estacionamento, ele cumprimentava a cada funcionário que o via, pelo nome. Eram muitos!
Eu me lembro que ele parava e perguntava: - ei fulano, e como está seu filho? Para um outro dizia: E sua mãe, melhorou daquele probleminha? Está tudo bem?
Ao chegamos no refeitório do local, ele sentou-se com os cozinheiros que almoçavam por ali, pegou o seu pratinho e ... acho que poucas vezes na vida tive um almoço tão divertido e espontâneo.
Ele era o fundador e 2º maior empresário do setor no país. Mas ali dentro, era só mais um funcionário.

E o que eles tinham em comum?! Proximidade. Simplicidade. Humildade.

Grandes estadistas ( quem não assistiu Lincoln ainda, vá ver e entenderá o que é isso ), pensadores, revolucionários ( Cristo, Gandhi, Mandela, etc ) ... todos eles tinham em comum... a proximidade, e a consequente admiração e confiança de seus liderados.

Liderar não é tarefa fácil. São pessoas diferentes, histórias de vida tão particulares, necessidades, medos, talentos... uma miscelânea de gente e situações que precisam ser conduzidas num objetivo comum.

E é tanta politicagem, tantos interesses conflitantes, que aquele que detém uma posição de líder, fatalmente terá muitos momentos solitários. Faz parte do processo... até pra tomada de decisão ser o mais imparcial possível ( ou deveria ser assim ).

Liderar é troço solitário... o preço que se paga pela "fama"!

Mas... ser confiável... é muito melhor!
Porque a confiança ( a de verdade, não a fruto de bajulação e interesse ) é paga com algo que dinheiro não paga. Ela é paga com ... confiança! :-)

Guardadas as proporções ( e talvez as jogadas políticas do meio ), parabéns ao Mark!
E que o Facebook se mantenha como um grande, moderno e confiável lugar para se trabalhar e se desenvolver.

E um estímulo para tantos outros ... que se aproximem de seus funcionários, amigos, concorrentes, familiares... e construam, fortaleçam... a confiança!

Eu ... curti! E você?

Link da matéria publicada: http://blogs.estadao.com.br/link/zuckerberg-e-eleito-o-ceo-mais-confiavel/


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