segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Manda um convite de joguinho pra ele!

Manda um convite de joguinho pra ele! 

Jogos oferecidos nas redes sociais - uma forma de se introduzir marcas nas redes das pessoas! 

Nunca pensei que um dia fosse ter um "BREAKING NEWS", fazer um remake de um texto publicado tempos atrás.
Mas... como o tempo passa e a maracutaia nesse nosso Brasil varonil é tão grande... esquecemos dos acontecimentos, né?
O Brasil é um país sem memória! ... Sofremos uma espécie de amnésia coletiva! - isso explica tanta gente com ficha suja de volta no Congresso Nacional, a cada eleição.

É meu dever! No dia que eu topei desafio que me foi colocado por alguns amigos, que me incentivavam a criar esse blog ... meu compromisso foi de sempre escrever sobre temas que poderiam impactar a minha e a sua vida!

E cá estou... um ano depois do texto "Tem areia demais nesse cimento" ser publicado neste blog.

Porque?!

Com esse fenômeno das redes sociais ainda aquecido - daqui a pouco inventam algo mais revolucionário e essas empresas quebram - claro que os nobres candidatos a um cargo na política nacional... iriam fazer uso da ferramenta.

- De fácil acesso e entendimento;
- Alta capilaridade - que tem muito alcance... atinge a muita gente;
- Baixo custo - desenvolver um site, colocar pessoas para interagir com o público da internet, postar frases, fotos e banners pedindo votos ainda é mais barato do que ir para a mídia aberta, na TV. ´
Afora a imagem de ... moderno, antenado, jovem...  que o jagunço com pretensão a político passa, né?

Estamos a uns 70 dias das eleições no Brasil. Num dos momentos mais críticos da economia nacional.
E ... prepare-se ... porque as aves de rapina estão mais ágeis do que nunca. Agora eles surfam!

Conforme o texto abaixo... houve uma alteração na lei eleitoral no ano passado - dentro do prazo para já valer para essas eleições, claro! - que permitiria a inserção de propaganda política nas redes sociais.

Ou seja... meu caro... a partir de agora... você terá muito mais pedidos de candidatos a eleição na sua timeline, do que pedidos de amizade, namoro e afins.

Abaixo o texto publicado na época, logo que saiu a notícia da "Mini reforma eleitoral" feita na calada da noite... nas regras da eleição.

E se tanto esforço de equipes políticas para parecerem legais e antenadas... ainda te comover, uma dica: Repense!

Lembre-se quanto nós pagamos para um deputado federal sentar naquela cadeira ... e trabalhar!
Lembre-se quanto nós pagamos para um Senador fiscalizar os deputados! Lembre-se que um presidente sozinho... não faz uma nação!

E se o tal candidato te encher o saco... manda um pedido de joguinho pra ele! Daqueles bem insistentes! ;-(

Texto publicado neste blog, no dia 2 de agosto de 2013 ...
Tem areia demais nesse cimento... 

Nem deu tempo para sentirmos saudades do Papa Francisco, de sua cara de bom sujeito, fala suave e firme, e de seus discursos tão coerentes - principalmente os políticos - e nossos governantes voltaram ao de costume, esquecendo tudo o que ouviram do santo padre.

Agora eles "assumem" seus erros em rede nacional - mas só se a TV Globo estiver presente.
Assistir ao galante Eduardo Paes e ao picareta Sergio Cabral, chamando pra si a responsabilidade por uma ou outra falha - as menores, claro! - chega a ser engraçado. E não convence!

O "toma destoma" de decisões desse governo... voltou!

Nesta semana houve um recuo do governo sobre a decisão alardeada logo no início das manifestações de junho, de aumentar mais 2 anos o período do curso de medicina ( de 6 para 8  ), e condicionar a formação dos futuros médicos ao trabalho na rede pública de saúde - coisa altamente questionada pela classe que foi às ruas com apitos, faixas, reivindicando melhores condições de trabalho.
Aluísio Mercadante - e o que é que ele entende de educação? - e o Padilha justificando-se pelo recuo à decisão tomada é ... é... é... ;-(

Se fosse na iniciativa privada, seguramente essa "insegurança" e falta de embasamento nas tomadas de decisões, já teriam sido vistas como incompetência, falta de tato, de domínio do tema.
Mas... na política, no setor público... parece que tudo é tolerável. O dinheiro é nosso mesmo, né?

E já que é pra voltar ao "tudo como dantes" - bem que o Papa Chiquinho podia ter ficado por aqui, né? - também vimos outra jogada política, da chamada "Mini Reforma Eleitoral".

Uma reformazinha! Coisa pequena!
Afinal... os tempos não estão lá essas coisas, e ano que vem é ano de eleição... então... melhor não mexer muito na estrutura da casa.
Reforma dá trabalho, né?

A Câmara dos Deputados decidiu confeccionar um projeto de lei que afrouxa as responsabilidades de partidos e candidatos na disputa pelo voto do eleitor.

Para garantir a validade dessa nova legislação eleitoral nas próximas eleições, ano que vem, o projeto capitaneado pelo apadrinhando do Henriquinho - Candido Vacarezza, do PT deve ser votado já no início da semana que vem, quando o Congresso retorna de suas férias. Tão merecidas, né?

Mas... o que muda, com esse novo projeto de lei?!
Hoje em dia, a justiça eleitoral confere se os dados contábeis apresentados pelos partidos batem com a movimentação financeira declarada.
Todos os candidatos devem informar o que entrou e o que saiu do caixa da campanha.
Com esse projeto de lei, os tribunais ficariam limitados a analisar apenas os "aspectos formais" dos documentos recebidos - temos de convir que os eufemismos são bons.
Ou seja... não vão questionar, vai ter que descer goela abaixo. Os juízes não poderão mais interferir nas agremiações políticas.

E quanto aos candidatos que não conseguirem demonstrar em documentos onde gastaram o dinheiro das campanhas... terão apenas que declarar na internet como "gastos não passíveis de comprovação".

O financiamento eleitoral - e o que sustenta campanhas milionárias, atores famosos, cantores, comícios? - também vai mudar, claro!
Hoje em dia, doações a partidos e candidatos são limitados no caso de empresas, a 2% do faturamento bruto do ano anterior. Se for pessoa física, não pode passar de 10% dos rendimentos auferidos no mesmo período.
E quem não respeita esse teto, fica sujeito a uma multa de 10 vezes o valor desembolsado.
Autoridades, associações sem fins lucrativos e as concessionárias de serviços públicos não podem financiar campanhas.
Mas... segundo a nova proposta, essa proibição vai cair para as entidades que não recebam "aportes oficiais". E as doações das concessionárias, passariam a ser canalizadas para o Fundo Partidário, mantido por nós... contribuintes.

E se um partido transgredir a lei, como fica aquela pena de suspensão de acesso aos cofres do partido?!
Ahh... isso não será mais problema!

Aquelas restrições à publicidade eleitoral na mídia impressa - quem tinha mais dinheiro, fazia mais santinhos, cartazes, faixas, do que os outros candidatos - também acaba.
E pra completar a lambança, a propaganda paga na internet - aqueles banners e pop ups que atormentam a vida dos usuários, piscando sem parar na tela - será admitida pela nova proposta.

Nessa mini reforma - com mais areia do que cimento - aqueles candidatos que violarem a nova legislação eleitoral em benefício próprio, não serão responsabilizados!
Afinal de contas... será preciso provar que o candidato participou pessoalmente do malfeito. O que laranjas, cabos de campanha, fazem muito melhor que eles próprios.

Essa reforma está parecendo mais um Palace II, a lá Sergio Naya, lá em 1998, não?!

E aí... o povo de Brasília já está pronto pra manifestar na frente do Congresso?!
Motivos pra isso não faltam!

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