quarta-feira, 17 de setembro de 2014

É o eleitor que faz um país!

Política 

Cartazes políticos em locais determinados nas ruas de Estocolmo

Imagine a cena:
De um lado, um candidato tentando falar ao megafone e observa que não está funcionando. As pessoas ficam impacientes.
E prontamente... o candidato oponente oferece emprestado o seu megafone para que o candidato não perca o comício.

Ficção? Piada pronta? Não!
Isso acontece mesmo. Mas não aqui no Brasil. Na Suécia, um dos países com maior qualidade de vida do planeta, onde quase 30% do PIB é reinvestido em cada cidadão, que tem educação e saúde públicos de alta qualidade.
Um país que hoje é invejado pelo mundo, mas que no início dos anos 90, também passou por uma forte recessão econômica e muito desemprego.
Como superaram a crise? Muita educação na população, aperto fiscal e trabalho, sobretudo em tecnologia.

Semana passada publicaram uma interessante reportagem sobre as eleições na Suécia - essa monarquia parlamentarista que é governada por um primeiro ministro, com um parlamento de quase 400 pessoas.
Lá... os jovens a partir dos 18 anos podem votar, e o mandato dos políticos também é de 4 anos. Mas as semelhanças com o Brasil... acabam aí.

A política sueca é dividida entre 2 partidos ( aqui no Brasil hoje temos 32 partidos registrados no TSE ). O da centro direita e o do social democratas, que ganhou as eleições do último domingo. A esquerda voltou ao poder após 8 anos ( a nossa... está há 12 anos, e quer mais! )

Enquanto aqui no Brasil a poucos dias das eleições, vimos candidatos se engalfinhando no  horário político na TV ( uma lei de 1965! ) num mente-desmente danado... "porque fui eu que fiz isso e não ele", ou "porque ele mente e eu digo a verdade", e muito blá blá blá sem conteúdo algum... na Suécia não se vê ofensas ou discussões bobas, sem fundamentos.
Primeiro porque lá... se discute idéias, comparando as melhores práticas pra melhorar a vida das pessoas. E segundo - e mais importante - é que na Suécia não existe horário político obrigatório na TV.

Não há espaços a serem vendidos, votos a serem comprados em troca de alguns minutos a mais na mídia.
Não há outdoors!
E os locais destinados aos cartazes de campanha são rigorosamente compartilhados entre os candidatos, sob punição em caso de descumprimento.

Lá... os debates são feitos em jornais, rádios, telejornais, clubes e muita militância porta a porta, sem as compras de votos ainda tão comuns nos rincões do Brasil.

Não é que os políticos suecos sejam eminentemente bons. E é possível algum político ser 100% bom? Se fosse... seria político?

Mas por lá... atitudes boas, inteligentes e generosas são bem vistas pela população.
Político que não agride o adversário e apresenta propostas concretas, com argumentos válidos ... ganha pontos com os eleitores.

Outra coisa que me chamou a atenção é que lá... os militantes jovens dos partidos que ficam encarregados de colocar os cartazes nos pontos determinados pela cidade. E são obrigados a respeitar o espaço do oponente.

Nada de dar aquele "jeitinho" e acabar colocando um cartaz a mais no espaço que não é seu.
Dois dias antes da eleição... todos os cartazes são recolhidos das cidades, deixando ela limpa e organizada novamente.

Durante o período de campanha... todas as emissoras abrem espaço para os candidatos dentro dos seus próprios programas.
Imagine num programa de culinária, um candidato indo na casa de outro cozinhar para a família dele. Civilidade! Cordialidade! Respeito!
Aqui... se a Ana Maria Braga convidasse a Dilma para ir na casa da Marina cozinhar ... que prato seria, não?

A grande diferença... perceptível a todos... é que lá na Suécia, o povo realmente se preocupa e se envolve no processo eleitoral.
Eles querem de fato saber... de onde vai sair o dinheiro para a obra que determinado candidato diz que vai fazer se eleito for.

E por falar em dinheiro... lá na Suécia, a principal fonte de arrecadação dos partidos políticos é o financiamento público, que corresponde a 80% do total arrecadado.

E como propagandas publicitárias são caríssimas - nossos partidos que o digam! - por lá, ter inserções na mídia é coisa rara.

Há uma forte preocupação com o dinheiro gasto em campanhas políticas. Para os suecos... gastar dinheiro com isso, não faz sentido,é desperdício de dinheiro público.

Enquanto aqui no Brasil vemos as campanhas mais caras da história, arquitetadas por marqueteiros famosos pagos com o dinheiro da máquina pública - o nosso! - ... lá, como disse um estrategista do governo "O que deve vencer uma eleição é o melhor argumento, e não a carteira mais gorda”. 

Estamos a 17 dias das eleições. Num dos momentos mais difíceis da economia brasileira. Entramos na recessão! Crise, desemprego, retração do consumo. Insegurança e medo do futuro!

As cidades estão populosas, cheias de problemas graves na educação, saúde e segurança.
E a única coisa que pode salvar o país... é uma reforma geral nas leis, para assegurar mais agilidade e punição aos atos corruptos e criminosos, por exemplo.

E quem elabora as leis no país? ... O Congresso!!! E quem é o Congresso? ... Os deputados federais e os Senadores que você também escolhe!

Portando, meu caro leitor... o único jeito do tornamos o Brasil um tantinho menos vexaminoso quando comparado com a Suécia... é mudarmos todo o Congresso Nacional Brasileiro.

Não vote em palhaço! Não vote em político que rouba mas faz! Não vote em cantor ou em ator que não entende absolutamente nada de articulação política!

Vote num deputado que vai honrar o salário que pinga na conta dele todo dia 6. ( 26 mil + 55 mil de benefícios e afins! )

Nós pagamos salários Suecos aos nobres parlamentares. E que tipo de serviços eles nos prestam? De brasileiros?

Não venda seu voto! ... vai te custar muito caro lá na frente!

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